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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

19/01 - Atelier de Maria João Pires no Centro para o Estudo das Artes de Belgais

O Centro para o Estudo das Artes de Belgais abre sábado a temporada de 2008, a integrar, nomeadamente, um atelier dirigido pela fundadora, Maria João Pires.

O ateliê de Investigação Pianística, a realizar em Setembro, e outros workshops e concertos do Centro para o Estudo das Artes de Belgais são muito procurados por espanhóis, “o que faz com que haja diversas actividades agendadas para Salamanca”, referiu Joana Pires, vice-presidente da direcção e filha da pianista, a propósito do programa de actividades para 2008.

Recorde-se que Maria João Pires abandonou os cargos directivos do projecto de Belgais depois de uma operação ao coração, em Março de 2006, para colocação de um “bypass”. Na altura, considerou haver uma “grande incompreensão” das autoridades portugueses face ao projecto a que dedicou vários anos.

Em Belgais, a pianista, que faz parte do conselho consultivo, vai dirigir um ateliê “e em relação a outras apresentações, tudo depende do momento”, ainda de acordo com a filha. “Ela continua a ter uma vida muito agitada, apesar de ter diminuído em muito a actividade profissional”, assinalou Joana Pires.

O concerto inaugural da temporada de 2008 está a cargo do Trio.pt, com Paulo Gaio Lima (violoncelo), Paulo Pacheco (piano) e Pedro Morais Andrade (violino). O grupo irá interpretar obras de Schostakovich e Brahms.

"A temporada de Belgais - referiu ainda Joana Pires - aposta na diversificação dos estilos, dos artistas e dos locais dos espectáculos”, marcados para Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Fundão e Guarda, mas também para Salamanca (Espanha), entre outros locais.

Em Julho, o Coro Infantil de Belgais, sob direcção de João Delgado, participa na Expo’08 Zaragoza, no programa “Um Mundo em Harmonia”. A lista de actividades já agendadas está na Internet em www.belgais.org.“Acreditamos na qualidade da programação, como tem sido nosso timbre ao longo dos últimos oito anos de actividade regular”, observou Joana Pires, que, sem destacar pontos altos, prefere falar das actividades de 2008 como “uma programação de consolidação e continuidade”.

O Centro para o Estudo das Artes de Belgais tem ainda em funcionamento uma escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico com 38 crianças e um coro infantil com cerca de 20.

São espaços de frequência gratuita, com dois professores apoiados pelo Ministério da Educação e actividades pedagógicas complementares financiadas pelo próprio Centro.

Segundo Joana Pires, as actividades de 2008 estão orçadas em 300 mil euros, sendo o banco espanhol Caja Duero e o programa comunitário INTERREG os principais financiadores.

“As câmaras e o Ministério da Cultura já há muito tempo que não nos dão apoios financeiros. Nós compreendemos: há cortes orçamentais em quase tudo e nós não escapamos”, disse, salientando, no entanto, que há apoio logístico e material prestado pelas autarquias.

Fonte: As Beiras

terça-feira, 19 de junho de 2007

Prémio Eduardo Lourenço atribuído a Maria João Pires

Maria João Pires venceu a terceira edição do Prémio Eduardo Lourenço, instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI). O galardão, com o valor de 10 mil euros, foi atribuído por unanimidade na sexta-feira e será entregue a 6 de Julho, na Guarda.
António Avelãs Nunes, vice-reitor da Universidade de Coimbra e membro do júri, justificou assim a escolha: «É uma grande personalidade da cultura mundial, que tem tido particular preocupação no âmbito do desenvolvimento da cultura ibérica com muitos concertos em todo o espaço peninsular.
Por outro lado, tem revelado uma grande preocupação por questões humanistas, sociais e de divulgação cultural». Aos jornalistas destacou ainda o projecto de Belgais, considerando que se insere «nos objectivos e preocupações do CEI, de ajudar ao desenvolvimento das populações desta zona raiana». Para Avelãs Nunes, essa obra deve-se à «iniciativa, militância e abnegação» de Maria João Pires, acrescentando que a iniciativa «só tem sobrevivido graças à sua qualidade e ao seu nível excepcional como grande intérprete de piano».
O Prémio Eduardo Lourenço destina-se a distinguir personalidades ou instituições de línguas portuguesa ou espanhola que tenham demonstrado intervenção relevante e inovadora na cooperação transfronteiriça e na promoção da identidade e da cultura das comunidades ibéricas. Integraram o júri os membros da direcção do CEI (Avelãs Nunes, Francisco José García Peñalvo, vice-reitor da Universidade de Salamanca; e Joaquim Valente, presidente da Câmara da Guarda) e dos seus órgãos executivos e científicos (Fernando Catroga e Jaime Couto Ferreira, da Universidade de Coimbra; Valentín Cabero Diéguez e Fernando Rodríguez de la Flor, da Universidade de Salamanca).
Este ano as personalidades convidadas foram D. José Luis Puerto (poeta e tradutor de Miguel Torga), Teresa Patrício Gouveia (Fundação Calouste Gulbenkian) e José Manuel Mendes (presidente da Associação Portuguesa de Escritores).
Numa nota enviada às redacções, o júri adianta ter valorizado «a dimensão criativa e o percurso artístico da pianista, o trabalho na divulgação da música, a dimensão humanista, o empenho em causas sociais, as preocupações educativas e o interesse que tem demonstrado na cooperação e intercâmbio cultural entre Portugal e Espanha, através do desenvolvimento de projectos comuns, com particular realce para os que têm tido lugar na região raiana».
Maria João Pires sucede ao jornalista espanhol Agustín Remesal e à professora universitária Maria Helena da Rocha Pereira, galardoados em 2006 e 2005, respectivamente.
A par do anúncio, o dia também ficou marcado pela entrega de um apoio de 12 mil euros a vários investigadores luso-espanhóis para trabalhos no âmbito do projecto "Culturas Ibéricas, Sociedades de Fronteira: Territórios, Sociedade e Culturas em Tempos de Mudança".
O CEI apresentou igualmente o décimo volume da colecção "Iberografias", intitulado "Territórios e Culturas Ibéricas II". Editado em parceria com a Campo das Letras, o livro foi coordenado por Angel Infestas, Lúcio Cunha, Maria Helena Cruz Coelho e Rui Jacinto, resultando da compilação das comunicações apresentadas nos seminários realizados em 2006 pelo Centro.
Fonte: O Interior